Campeã brasileira de fisiculturismo tinha 19kg a menos antes de começar a malhar e já teve que perder 12kg em um mês e meio




Patrícia Borges já teve 19 quilos a menos Foto: / Divulgação / Mf Models Assessoria

A rotina é malhar, malhar, malhar e se alimentar de forma ultrarregrada, chegando a comer sete refeições iguais, como carne de patinho moído e batata-doce, no mesmo dia. Foi esse o caminho trilhado por Patricia Borges para sair de 48kg e chegar a 67kg de muitos músculos, que foram premiados: ela é atual campeã brasileira de fisiculturismo.

A transformação aconteceu em cinco anos:

– Com 48kg e 1,67m, eu não conseguia nem comprar roupa. Tinha que ir em lojas populares infantis para achar calça e short – conta a atleta, de 27 anos.

Patricia Borges 67kg e 1,67m

Patricia Borges 67kg e 1,67m Foto: Divulgação / Mf Models Assessoria

Hoje, está satisfeita com o corpo que tem, mas diz que passa por um pouco de preconceito:

– Faço faculdade de Direito e quando chego na sala com uma roupa que não esconde meu corpo, percebo que há olhares de gente que pensa: ‘O que você está fazendo aqui? Volta para a academia com essa cabeça vazia’.

A vida regrada não é problema para Patricia, que dificilmente saliva quando vê um doce, por exemplo:

– Vira rotina, não é sacrifício. E acaba que a família entra na mesma vida e todo mundo acaba perdendo peso quando eu preciso fazer isso para competir.

Alimentação, aliás, é o segredo do sucesso para se conquistar o corpo desejado, segundo a campeã. Atualmente, ela não está em fase de preparação para competição alguma, mas, ainda assim, tem apenas entre 8% e 9% de gordura corporal.

– Não adianta se matar na academia e não cuidar do que come. A alimentação é responsável por 80% do resultado.

Patricia durante o processo de ganho de massa muscular

Patricia durante o processo de ganho de massa muscular Foto: / Arquivo Pessoal

Após vencer o campeonato brasileiro, ela teve que encarar o mundial, na Hungria, e decidiu fazer uma transformação radical na tentativa de se adaptar aos padrões de fisioculturismo no exterior. Lá, as mulheres têm pernas mais finas e a parte de cima do corpo bem forte, exatamente o oposto das brasileiras.

– Tive que perder 12 quilos em um mês e meio. Foi o trabalho de toda uma equipe, do técnico ao nutricionista esportivo. Tive que virar de ponta cabeça (tem hífen) em um mês e meio – conta, referindo-se à mudança na silhueta.

Para alcançar a meta, ela diminui bastante a quantidade de carboidrato nas refeições.

– Meus pratos variavam basicamente entre tilápia, frango e patinho moído. Eu comia 120g de carne por refeição e tinha que fazer sete iguais no dia. Os carboidratos eram aipim e batata-doce. Para conseguir, só assim mesmo – conta a atleta, que ficou na sétima colocação no mundial.

Patrícia não é obrigada a cortar totalmente o açúcar se não está prestes a competir. Se tiver vontade, come o pedaço de um bolo de aniversário, por exemplo.

– Tem coisas que eu nem sei mais qual é (o) gosto. Não tenho vontade e não gosto mais de açúcar. Não existe essa coisa de fazer uma panela de brigadeiro e comer. Aprendi a controlar esse animalzinho que a gente tem dentro do estômago.

Leia mais: http://extra.globo.com/mulher/corpo/campea-brasileira-de-fisiculturismo-tinha-19kg-menos-antes-de-comecar-malhar-ja-teve-que-perder-12kg-em-um-mes-meio-11820884.html#ixzz2vaBlXEJ9




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