Luiz Pimentel

Jornalista Luiz Pimentel faz do rock combustível para o sucesso




O jornalista e escritor Luiz Pimentel, atual Diretor de Conteúdo do Portal R7, da Rede Record, é um dos nomes mais respeitados do jornalismo no Brasil.

Apaixonado por música, Pimentel se destacou como correspondente e por sua ligação com o mundo do entretenimento e do Pop. Roqueiro assumido, o jornalista é profundo conhecedor de música e o rock está presente de pulsante em sua vida.

Luiz Pimentel - Foto: Arquivo Pessoal / MF Models Assessoria

Luiz Pimentel – Foto: Arquivo Pessoal / MF Models Assessoria

Luiz César Pimentel, nascido em São Paulo em 1971, possui larga experiência profissional e já escreveu para veículos de renome como as revistas Terra, Viagem e Turismo, Caros Amigos, Veja, Superinteressante, Playboy e Elle, nos quais foi correspondente independente na Ásia.

Especialista em mídia on-line, foi diretor do MySpace no Brasil — quando esta era a maior rede social do mundo. Luiz Pimentel também trabalhou na versão brasileira da rede na central de operações, em Los Angeles, Califórnia (EUA), em 2008.  Também, foi escolhido pela conceituada revista TPM para estampar a capa de uma série de edições especiais que homenageou profissionais brasileiros relevantes na área. Empreendedor, Luiz criou as revistas Zero e Radar, entre 2001 e 2005, ambas de cultura pop e música.

Luiz Pimentel - Foto: Arquivo Pessoal / MF Models Assessoria

Luiz Pimentel – Foto: Arquivo Pessoal / MF Models Assessoria

Como escritor, Pimentel é autor de obras como  livro Sem Pauta – Reportagens, Histórias e Fotos de um Jornalista pelo Mundo (Ed. Seoman, 2005), nos quais conta suas memórias e reportagens como correspondente internacional em 1999. Apaixonado por música, também escreveu o livro Você Tem que Ouvir Isso!, no qual pediu para que artistas brasileiros montassem listas com as músicas mais marcantes de suas vidas. Seu último livro foi a biografia  Ronnie Von, o Príncipe que Poderia ser Rei (ed.Planeta, 2014), que ficou entre as 20 publicações mais vendidas do País no ano de lançamento, segundo a revista Veja.

Para sabermos mais sobre a carreira de Luiz Pimentel, fomos bater um papo com o jornalista, que falou sobre sua vida pessoal, sobre rock and roll, claro, sobre jornalismo.

 

Luiz Pimentel - Foto: Arquivo Pessoal / MF Models Assessoria

Luiz Pimentel – Foto: Arquivo Pessoal / MF Models Assessoria

O que mais gosta de fazer

Luiz Pimentel: Ficar com meus 3 filhos, Nina (8), Lola (6) e Gael (1).

Quais os lugares que já visitou em suas viagens?

Luiz Pimentel: Não sei o motivo, mas acabei viajando muito na vida. Uma vez fiz uma contagem e tinha cerca de 50 países. Até lancei um livro há 10 anos como correspondente internacional em 20 países, chamado “Sem Pauta – Reportagens, fotos e diários de um jornalista pelo mundo” (Editora Seoman)

Qual é a sua banda predileta?

Luiz Pimentel: Como Beatles é hour concours, fico com Slayer

Desde quando você ouve rock?

Luiz Pimentel: Desde pelo menos os 9 anos, em 1981, pois lembro de ter ficado colado no rádio escutando o show do Queen no Morumbi.

Você acha que o estilo musical pode criar uma personalidade?

LP: Com certeza. O estilo musical, na verdade, te define. Consigo traçar metade da análise de uma pessoa pelo menos pelo som que ela escuta

Quais os astros do Rock que você teve o prazer de entrevistar?

LP: Um monte. Certamente vou esquecer alguns, mas já entrevistei Slash, Norah Jones, Ramones (vou colocar bandas quando não foi apenas individual), Coldplay, Slayer, Metallica, Megadeth, Black Sabbath, Kiss, Steve Vai, Yngwie Malmsteen, Iggy Pop, Alice in Chains, Anthrax, Krisiun, Sepultura…acho mais fácil falar quem falta que gostaria muito de entrevistar – um Beatle, Angus Young e Eddie Van Halen.

Por ser apaixonado por esse estilo musical, uma entrevista com um astro-ídolo, o deixa nervoso?

LP: Estranhamente, não. E mais estranho que isso é que já entrevistei celebridades tipo Pelé e o Dalai Lama, e a única entrevista que lembro de ter ficado nervoso foi com o guitarrista do Slayer, Kerry King.

Qual foi a sua entrevista mais bizarra?

LP: Acho que foi com a Norah Jones. Fui brifado totalmente errado pela gravadora, estava fazendo a entrevista para a revista Elle, quando tinha uma coluna lá, aí mandei mal logo na primeira pergunta, ela ficou puta e foi uma batalha a entrevista – ela deixando claro que estava puta e tentando sabotar e eu tentando arrancar algo dela. No final foi um baita exercício.

Qual sua maior decepção musical?

LP: Particularmente, não conseguir tocar guitarra como gostaria. E olha que tento. E também não ter podido ir ao primeiro Rock in Rio.

Quem você gostaria de entrevistar?

LP: Paul McCartney, Angus Young e Eddie Van Halen.

Por que acha que o rock nacional está tão enfraquecido?

LP: É questão de conjuntura. O rock é tão forte quanto o conceito de seus discos mais fortes. E como caiu a venda de discos, as bandas não podem mais se dar ao luxo de ficarem tempo no estúdio suficiente para criar um belo álbum. Passaram a ter que trabalhar como pedreiros, em shows. Aí toca set list de repertório antigo e revival de bandas. Tem o ponto também de que com a explosão do Youtube o acesso à carreira das bandas ficou facílimo. Quando o rock estava no auge, se vc quisesse escutar algo do AC/DC, vc tinha que comprar o lançamento ou ter na coleção. Agora as bandas novas concorrem com as carreiras inteiras de monstros como Rolling Stones, AC/DC, The Who. Todos estão à distância de um clique. Então obviamente entre escutar um som novo, um grupo novo, e back in Black, 99% das pessoas vão optar pelo clássico. E por aí vai.

Qual conselho pode dar para quem tem uma banda de rock e quer ter uma carreira musical?

LP: Não foque em que isso tem que ser uma carreira. Foque em fazer o que lhe dá prazer, o que está no seu coração. A consequência anda cada vez mais imprevisível. E ser verdadeiro é o único jeito de talvez se dar bem e talvez conseguir que isso se torne uma carreira.

Qual instrumento você toca?

LP: Tocar talvez seja um verbo exagerado para minha habilidade na guitarra. Mas ainda sem o amor em retorno delas, eu coleciono guitarras. Ás vezes vou no quarto onde elas ficam e fico só as contemplando, platonicamente.

Qual sua inspiração?

LP: Minha maior inspiração sou eu mesmo quando era moleque e escutei Kiss, AC/DC, Sex Pistols e Slayer pela primeira vez e a sensação de plenitude que aquilo me trouxe. Minha inspiração é resgatar esse sentimento em tudo que produzo.

Você tem banda?

LP: Temos uma banda no próprio R7, que foi apelidada Rock7 (para soar como Roxette e brincar com o R de rock e 7) – fazemos shows nas festas da firma.

Gostaria de ser um astro do rock?

LP: Faz calor no Piauí? Claro que sim! Se bem que a resposta acertada acho que é que gosto ainda mais de ser fã de rock do que da remota possibilidade de um dia ter me tornado astro do rock.

 




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