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Conheça a história da tricampeã mundial de levantamento de peso que quase morreu após uma cirurgia




A brasileira Catia Portilho recebeu o apelido de fênix após quase morrer, se recuperar e, com muita perseverança, vencer três títulos mundiais de levantamento de peso. Ela, assim como muitos vencedores, participa da campanha “Coração de Atleta”, organizada e patrocinada pela empresa Highlab Nutrition, uma das maiores referências em suplementos alimentares dos país.

A campanha, inclusive, conta com a participação de atletas famosos do fisiculturismo e do universo fitness como Alessandra Batista, Cris Cyborg, Jo Damiani, Ricardo Barguine, Janaina Santucci, Jennifer de Paula e Suelen Bissolati.

A basista Catia Portilho é referência do powerlifting no país, com três títulos mundiais (2010, 2012 e 2013) e sua trajetória surpreendente. Ela é a primeira atleta brasileira convocada para dois mundiais no mesmo ano. Ela tem pela frente o 100% RAW Powerlifting Federation, que acontece no dia 30 de outubro, e o World Association of Benchers and Dead Lifters, em 18 de novembro.

A vida da carioca, de 48 anos, é marcada por tragédias pessoais. Além da morte do pai e do irmão, ela já ficou à beira da morte. Em 2012, após complicações decorrentes de um procedimento cirúrgico, Catia foi proibida de competir. Mas, na semana seguinte que saiu do hospital, voltou a treinar. Mostrou a todos que sua busca é pela vitória e foi campeã em três níveis: estadual, nacional e mundial. Por isso mesmo, recebeu o apelido de fênix.

Sua relação com o levantamento de peso básico começou tardiamente, há pouco mais de cinco anos. Catia foi descoberta enquanto fazia o levantamento terra com impressionantes 120 kg para alguém que pesava metade e não tinha tido contato anterior com o esporte. “Eu já tinha feito jornalismo, já tinha a minha filha. Eu sempre quis fazer Educação Física, mas meu pai nunca deixou”, lembra. A explicação para suas habilidades, segundo ela, foi confirmada em um exame chamado dermatoglifia, feito pelo médico Rodolfo Alckmin.

“Tiram informações das digitais e para mostrar que tendências a pessoa tem geneticamente. Existe uma margem de um erro, mas é bem pouco. Outros países utilizam esse método e direcionam, já na base, a criança para o esporte que ela vai se dar bem. No meu caso, todos os dedos mostraram força, hipertrofia, potência e força anaeróbica alática”, conta.

Na infância, ela se sobressaía entre as demais crianças. “Meu pai era pescador e eu vivia no mar. Eu aprendi a nadar sozinha e fazia os meus próprios desafios. Foi assim que me iniciei no esporte. Depois, pedi para fazer natação e competi várias vezes. Uma coisa engraçada é que, eu sempre queria ficar na piscina de adulto e achava um absurdo ninguém conseguir subir na borda com os braços como eu fazia. Já era o tríceps…”, brinca.

O trio agachamento, supino e levantamento terra ganharam conquistaram Catia Portilho, que decidiu competir como profissional. Ganhou logo na estreia e ficou estimulada. Para quem achava que não era competitiva, o discurso mudou. “Adorei e comecei a treinar com objetivo. Fiquei estimulada”, garante. O powerlifting deu a ela a oportunidade de continuar a fazer o que gosta. “Eu queria a minha profissão, que é ser educadora física, além de atleta. Queria ter o corpo bacana, mas não gostava mesmo de ficar várias horas na academia fazendo exercícios chatos”, diz.

Preconceito com o esporte, e principalmente com relação às mulheres, é bem comum. Um pouco de sua resistência para participar era justamente o esteriótipo da falta de feminilidade. “Quando me explicaram o que era, eu disse ‘cruz-credo’, que detestava e que não ia fazer. É que você fica com a visão deturpada”, diz. Ela afirma que agora vê claramente os benefícios que o powerlifting trouxe. “Eu procuro me manter saudável. Nem socialmente eu bebo mais. E nem uso recursos ergogênicos. Vi que o esporte me trouxe ainda mais qualidade de vida”, reforça.

Apesar de seu esporte não exigir dieta restrita, ela não mete o pé na jaca como outros competidores. “Geralmente, o basista quer comer de tudo, acha que ele vai ficar mais forte assim… Quer pão, macarrão, tudo junto”, conta. E completa: “Eu faço uma alimentação balanceada porque eu quero ter saúde, eu quero envelhecer bem, eu quero continuar me sentindo bonita”. Ela também vê como atitudes assim podem prejudicar a carreira do atleta. “Nenhum patrocinador, hoje, quer colocar dinheiro em alguém que está fora de forma, por exemplo”, destaca.

Outra preocupação de Catia é dar o exemplo para os seus alunos. “Como eu vou chegar e cobrar alguém, se eu faço igual? Claro que eu vou para a churrascaria, às vezes, mas a minha alimentação de rotina é regrada”, destaca. “Eu como sempre de 3 em 3 horas, não tem jeito, sempre. Isso é o que faz você não perder massa muscular, estar com substrato energético para você conseguir manter a sua musculatura e o cérebro em funcionamento”, diz.

Ela garante que não falta arroz e feijão no prato, sem gordura, é claro. “Quando dá tempo, eu coloco salada porque eu adoro. Encho o meu prato. Eu gosto dessa comida. Por isso, é fácil pra mim. Também como bastante clara de ovo ou o ovo inteiro. Carne vermelha eu não como tanto, só fim de semana, mas gosto de comer carne antes de algum treino mais pesado”, explica.

O fisioterapeuta Fábio Marcelo é um dos profissionais imprescindíveis na rotina dela como atleta de alta performance. Ele é responsável pela recuperação de lesões que a basista sofre por conta do esporte. Para prevenir, ela também realiza com ele o fortalecimento da musculatura.

Trio básico

Agachamento, supino e levantamento terra, nessa ordem, formam os três exercícios avaliados na competição de powerlifting. São três tentativas de cada um e, como é de costume, há aumento de carga para ver qual tentativa é a melhor. “A minha última, por exemplo, já é no limite. Quero me superar a cada competição. Alguns campeonatos têm a quarta pedida, para quebra de recorde”, explica a basista. Ganha quem consegue o maior somatório de pontos, juntando os três exercícios.

Catia Portilho diz que os exercícios livres são, para ela, o melhor para o corpo e que, como personal trainer, os inclui no treinamento de seus alunos. “Todo exercício tem que ser visto de duas formas. Primeiro, ele precisa ser visto pela parte neural, estímulo neural. Tem que ter resistência, tem que ter força e tem que ter consciência corporal. Se a pessoa não tem consciência do movimento que ela está executando no corpo inteiro, ela vai sobrecarregar alguma parte. Nem todo mundo pode fazer com ponte, como eu faço, por exemplo. É caso a caso”, pondera.

Cátia Portilho - Foto: Divulgação / MF Assessoria

Cátia Portilho – Foto: Divulgação / MF Assessoria

Cátia Portilho - Foto: Divulgação / MF Assessoria

Cátia Portilho – Foto: Divulgação / MF Assessoria

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Cátia Portilho – Foto: Divulgação / MF Assessoria

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