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Lutadora Gabi Castrovinci revela que foi molestada por um familiar quando era criança




Gabi Castrovinci, primeira lutadora brasileira a participar do WWE, principal torneio de luta livre do mundo, e que foi faxineira e catou lixo nos primeiros anos em que morou nos Estados Unidos, se emociona ao revelar que foi molestada por um familiar quando era criança.
“Isso estourou faz pouco tempo pois nunca tinha contado para os meus pais. Foi uma discussão que desencadeou essa revelação. Falei para o meu pai: ‘Nossa, você fica defendendo esse monstro e ele passava a mão em mim quando eu era criança’. Acho que tinha só uns seis anos quando mudamos para Curitiba pois morávamos no interior do Paraná. Acredito que não tenha sido a única criança que ele fez isso. Começou pois íamos muito para a praia e ele falava: ‘Vamos para o mar com o tio’. Quando chegava no mar ele pegava meu pé e ficava passando no pênis dele. Era criança e depois de algumas vezes foi que entendi. Minha mãe nunca teve aquela historinha que foi a sementinha que germinou na barriga da mamãe, ela sempre me educou com esse negócio de sexo. Depois de algumas vezes me toquei que aquilo não era certo, que o que ele estava fazendo era errado”, desabafa a morena hoje com 30 anos.
“Éramos membros de um clube de piscina e ele falava assim: ‘Vem com o tio, vamos ver se dá pé na piscina’. Ele me colocava na frente dele e ficava roçando o pênis nas minhas costas. Foram vários episódios. Quando fui crescendo, virando adolescente e ganhando corpo, eles tinham uma farmácia do lado da nossa padaria. Ele sempre fazia comentários maliciosos tipo: ‘Nossa, e essa bundinha. Ai se eu te pego’. Sempre passava a mão na minha bunda ou dava um beliscão. Esse tipo de coisa típica de homem safado mesmo, pervertido. Pelo que lembro ele nunca tirou o pênis para fora. Hoje isso me dá muita raiva. Quantas crianças passam por isso e coisas piores e não sabem? Acontecem estupros e ninguém fica sabendo. Família é uma das piores coisas. Não tenho relacionamento com a minha família. Só uma tia que é irmã do meu pai, que mora no interior do Paraná, que converso”, completa Gabi Castrovinci.
A lutadora conta que, ao ser acusado, o familiar ameaçou processá-la. “Quando isso veio à tona no ano passado, ele falou que ia me processar. Eu falei: ‘Esse é um crime que não prescreveu, eu acho, aí no Brasil, pelo que entendo. Quem tem que te processar no Brasil sou eu’. Várias vezes aqui nos EUA e no Brasil sofri assédio. Acho que isso é um dos motivos que sempre procurei ter relacionamentos com homens mais velhos. Não sei o por que, isso não tem uma explicação, mas eu nunca curti ficar com cara novo. Não que eu tinha atração por ele. Não sei o que é. Muito pelo contrário. Mas me sinto melhor, mais protegida e mais estável com homem mais velho. Homem novo não tem nada na cabeça. Homem velho não tem, imagina homem novo né?”, finaliza a lutadora casada com um homem 22 anos mais velho que ela.





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